Páginas

sábado, 5 de dezembro de 2009

O QUE É INTELIGÊNCIA COLETIVA? (da Wikipédia)

Inteligência coletiva é um conceito surgido a partir dos debates promovidos por Pierre Lévy sobre as tecnologias da inteligência, caracterizado por um novo tipo pensamento sustentado por conexões sociais que são viáveis através da utilização das redes abertas de computação da Internet. A disseminação de conteúdos enciclopédicos sobre plataformas Wiki, é um exemplo da manifestação desse tipo de inteligência, na medida em que permite a edição coletiva de verbetes e sua hipervinculação (links hipertextuais).[1][2][3]
Cquote1.svg O que é inteligência coletiva? É uma inteligência distribuída por toda a parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em mobilização efetiva das competências. Acrescentemos à nossa definição este complemento indispensável: a base e o objetivo da inteligência coletiva são o reconhecimento e o enriquecimento mútuo das pessoas, senão o culto de comunidades fetichizadas ou hipostasiadas.
Uma inteligência distribuída por toda parte: tal é o nosso axioma inicial. Ninguém sabe tudo, todos sabem alguma coisa, todo o saber está na humanidade.— Pierre Lévy in A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço

Índice

[esconder]

[editar] Características

São também características da inteligência coletiva o uso da interatividade, das comunidades virtuais, dos fóruns, dos weblogs e wikis para construir e disseminar os saberes globais, baseados no acesso à informação democratizada e sua constante atualização. Assim, as produções intelectuais não seriam exclusivas de uma pessoa, país ou classe social isolada, mas dos crescentes coletivos que têm acesso à Internet.

[editar] Professor do futuro

Segundo essa perspectiva, o professor do futuro desempenha o papel de estimular os alunos, facilitando a troca de informações e a construção do conhecimento a partir do debate e da crítica, aprendendo e ensinando simultaneamente. Com os recursos da Internet, fica cada vez mais fácil lançar mão dessas possibilidades para ampliar (no tempo e no espaço) a inteligência coletiva.
Como resultado de uma mobilização e integração dos conhecimentos globalmente dispersos, a inteligência coletiva tende a desconcentrar os poderes e valorizar a participação de cada indivíduo, resultando daí o reconhecimento e o enriquecimento cultural de todos.
A interconexão generalizada entre as pessoas tem chamado a atenção de muitos teóricos.

[editar] Interconectados

Temas como "inteligência emergente" (Steven Johnson), "coletivos inteligentes" (Howard Rheingold), "cérebro global" (Francis Heylighen), "sociedade da mente" (Marvin Minsky), "inteligência conectiva" (Derrick de Kerckhove), "redes inteligentes" (Albert Barabasi), "inteligência coletiva" (Pierre Lévy), "capital social" (James Coleman e Robert Putnam) são cada vez mais recorrentes nas análises e debates que apontam para uma mesma situação: estamos em rede, interconectados com um número cada vez maior de pontos e com uma freqüência que só faz crescer.

[editar] Ética de afirmação

Em Spinoza, Deleuze (Spinoza et le problems de l'expression:1968) encontra uma "ética de afirmação" ou uma "política dos corpos". Este encontro ocorre através de uma abordagem semiológica de Spinoza em sua teoria da expressão e, através, ainda, de Foucault via "A era da representação" em "As palavras e as coisas" (1966) onde é estabelecida uma relação representativa entre o conhecimento e o mundo. Nesta leitura de Deleuze, Spinoza paga tributo à dimensão da expressão em si mesma – e conseqüentemente ao que é expressivo – significante – e ao que é expresso – significado. Seguindo este paradigma, Spinoza descreve a constituição de ‘boas idéias’ através de dois corpos entrando em contato: "quando dois corpos se encontram, sua influência mútua não é instituída simplesmente pela discussão mas através da troca de argumentos dentro dos limites de uma afeição mútua, ‘a conexão ocorre através da ‘expressão’. A formação de um ‘senso comum’ (notio communis) – literalmente – começa quando há o encontro de dois (ou mais) corpos e - onde ‘corpo’ pode também ser compreendido como corpo ‘intelectual’ ou um ‘corpo de conhecimentos’. Os julgamentos morais aqui, não são obtidos através do ‘sensu communis’ como em Kant, onde eles são produto de uma relação de respeito a uma hipotética comunidade universal do humano, aqui, eles emergem da conjunção com o outro ou com os outros em todas as suas múltiplas singularidades, compondo um volátil conjunto destas – um Novo – em contínuo devir.

Referências

[editar] Bibliografia

  • Mais informações sobre Inteligência Coletiva ver Lévy, Pierre. A inteligência coletiva''. São Paulo: ed. Loyola, 1998. ISBN
  • Rogério da Costa. Razão e Palavra. novembro 2004, . ISBN
  • Johnson, Steven. EMERGÊNCIA: A Dinâmica de rede em Formigas,Cérebros, Cidades. JORGE ZAHAR, . ISBN
  • Minsky, Marvin L. - SOCIETY OF MIND, THE ((em inglês)) (1988) - SIMON & SCHUSTER
  • Surowiecki, James. Sabedoria das Multidões, A. RECORD, . ISBN
  • Shneiderman, Ben. Laptop de Leonardo, O. NOVA FRONTEIRA, . ISBN
  • Don Tapscott. Wikinomics - Como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio. ISBN
  • Rifkin, Jeremy. Era do Acesso, A. MAKRON, . ISBN

[editar] Ver também

In translation icon.png
Este artigo ou secção está a ser traduzido.
Ajude e colabore com a tradução. O trecho em língua estrangeira encontra-se oculto, sendo visível apenas ao editar a página.

[editar] Ligações externas

FONTE :  http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_coletiva

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts with Thumbnails